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Foto de homem e mulher à mesa do computador Por Jamie Beckett, março de 2006
 

Descrição Geral


  1. » Pesquisa aplicada
  2. » Tecnologia exclusiva
  3. » Fazendo a coisa certa
  4. » A conexão Israel
  5. » O grupo de algoritmos
  6. » A loja de impressão da HP
  7. » A ciência da cor ótima
  8. » Tudo digital
  9. » O que há pela frente
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Era uma tarde ensolarada de 1999, quando Eric Hanson olhou atentamente para uma mesa de conferência em Rehovot, Israel, e imaginou se estava diante da próxima grande tecnologia de impressão da HP.

Como pesquisador do HP Labs, Hanson tinha ajudado a desenvolver a tecnologia de impressão térmica a jato de tinta e a viu crescer como um negócio de vários bilhões de dólares. Ele tinha visto o negócio de impressão a laser da HP se tornar líder de mercado.

Agora, ele ouvia enquanto os engenheiros da Indigo N.V. descreviam seu processo exclusivo de utilização da tecnologia digital para a produção de impressos de alta qualidade e pequeno volume, a uma fração do custo de impressão tradicional em offset.

Pouco depois desse evento, as duas empresas firmaram uma aliança (posteriormente, a HP comprou a Indigo) e começaram o processo de fusão da tecnologia da Indigo com a experiência em sistemas de impressão colorida digital da HP. O objetivo: transformar a indústria de impressão comercial, atualmente dominada por prensas tradicionais de litografia em offset, em um negócio totalmente digital e habilitado para a Web.

Pesquisa aplicada

Com essa tarefa em mente, Hanson colocou sua equipe para trabalhar. Um cientista voltou à escola para aprender como operar prensas de impressão. Outros pesquisaram o processo de impressão dos equipamentos e a consistência de cores. O HP até mesmo adquiriu uma prensa e instalou-a no Literature Distribution Center (Centro de Distribuição de Literatura) da HP para comparar a capacidade de impressão sob demanda da Indigo com os velhos sistemas de armazenagem de materiais pré-impressos.

Do outro lado do mundo, em Haifa (Israel), uma brilhante equipe de matemáticos do HP Labs - pesquisadores que já haviam contribuído para praticamente todos os scanners e câmeras recentes da HP - começaram a trabalhar com sua mágica algorítmica para melhorar a qualidade de imagem e a eficiência das prensas.

Os esforços da equipe foram compensados um ano atrás quando a empresa apresentou a prensa HP Indigo Press 5000, a primeira de uma série a beneficiar-se das inovações do HP Labs. Essa inovações incluem melhoramentos no manuseio de papel, gerenciamento de cores e redução de perdas; e as futuras gerações de prensas incluirão muito mais.

O objetivo de longo prazo da equipe é automatizar tantos processos da Indigo quanto possível para reduzir custos, aumentar a velocidade e a qualidade da imagem e simplificar a operação da prensa.

"As pessoas acreditam que as prensas offset definem o padrão para impressão de alta qualidade, porém nós discordamos", afirma Hanson. "Se continuarmos avançando na tecnologia, pensamos que o sistema digital irá vencer."

Eles estão indo bem? Eis o que os respeitados especialistas em sistemas de publicação editorial do The Seybold Report tinham a dizer em julho de 2005: "Muitos fabricantes de impressoras afirmam que seus equipamentos podem fornecer qualidade de offset ou próxima desse tipo. A HP também afirma isso em suas campanhas de comercialização. No caso da Indigo 5000, estamos inclinados a concordar."

Apresentamos a seguir a história de como chegaram até aqui e um pouco do que ainda está por vir.

Tecnologia exclusiva

Na impressão em offset, a tinta é espalhada em uma chapa metálica com imagens formadas em uma camada de polímeros em sua superfície e, em seguida, é transferida a uma manta de borracha que aplica a imagem no papel. Como a configuração de cada trabalho requer tempo e custos consideráveis, esse processo é utilizado mais comumente para operações de grandes volumes de impressão de itens como jornais ou catálogos.

A tecnologia exclusiva da Indigo, denominada Eletrofotografia líquida (ou LEP), combina a geração digital de imagens a laser, partículas de tinta ultra-pequenas e um sistema de transporte líquido para produzir impressos de qualidade comparável à offset.

Por ser digital, o sistema pode executar operações de impressão de pequeno volume de forma muito mais econômica do que no método de offset, até mesmo personalizando cada documento, o que não é prático com o offset.

Por utilizar tinta líquida, o sistema pode competir em qualidade e velocidade com o offset. Em comparação, o toner seco (aquele pó preto que se vê quando se troca o cartucho da impressora a laser) utilizado em outras prensas digitais pode ser difícil de controlar a altas velocidades.

"É como dirigir sobre uma estrada não pavimentada", diz Omer Gila, que gerenciava o controle de cores na Indigo antes de juntar ao HP Labs em 2001. "O pó produz nuvens de poeira que prejudicam a qualidade da imagem. Para reduzir as nuvens, é necessário ir mais devagar. Ou, nas prensas, é necessário utilizar partículas maiores."

As prensas HP Indigo resolvem esse problema contendo as partículas com a tensão superficial da tinta líquida, explica Gila.

Fazendo a coisa certa

Contudo, a tecnologia LEP ainda tem seus desafios. Por um lado, é necessário que muitos elementos - materiais, ajustes mecânicos, voltagens, temperaturas etc. - sejam agrupados de forma absolutamente correta. Isso significa trabalho para o operador da prensa, que também deve se preocupar com obstruções de papel, monitorar a qualidade de impressão, efetuar manutenção no equipamento e muito mais.

"Quando olhamos o sistema Indigo pela primeira vez, havia mais de 30 ajustes diferentes somente na unidade de alimentação de papel", afirma Bill Holland, pesquisador no HP Labs que tem trabalhado na tecnologia Indigo desde 1999. "Por isso, a primeira coisa que nos ocorreu foi focalizar a atenção em melhorar a facilidade de uso e reduzir o custo das máquinas."

Os pesquisadores possuíam bastante experiência no desenvolvimento de sistemas de impressão colorida digital fáceis de usar mas, como afirma Hanson, prensas grandes eram um "território não mapeado".

Michael Lee, que possui doutorado em Física, ofereceu-se como voluntário para assistir a duas aulas para operadores de prensas Indigo. Ele, Holland e outros da equipe se debruçaram sobre os manuais de manutenção da Indigo para conhecer as dificuldades da manutenção. Os pesquisadores examinaram componentes individuais das prensas e, ao final, acrescentaram algumas funções como reciclagem do óleo utilizado na geração de imagens e melhoraram os sensores para espessura do papel e densidade da tinta.

No processo, os pesquisadores puderam conhecer a tecnologia Indigo muitíssimo bem.

"O laboratório trabalhou em tudo: a química por trás dos processos, a mecânica, a eletrônica, a tubulação utilizada na geração de imagens e outras coisas mais", relembra o pesquisador Keith Moore, que veio somar esforços em 2004. "Estamos perto de remover todas as barreiras técnicas para que a HP possa ser mais bem-sucedida ainda na indústria."

A conexão Israel

Ao mesmo tempo, os pesquisadores do HP Labs em Israel estavam conhecendo a tecnologia Indigo de outra forma. Acostumados de longa data a trabalhar rompendo barreiras de idiomas, fusos horários e distâncias com clientes nos EUA, a equipe começou o que se tornou uma relação agradável e produtiva com seus colegas da Indigo, localizados a menos de duas horas do laboratório de Haifa.

Os cientistas adoraram a espontaneidade de serem capazes de dar um telefonema rápido ou subir em um trem para discutir, testar idéias e experimentar.

"Ter um cliente de negócios tão perto faz toda a diferença", afirma Doron Shaked, que lidera uma das duas equipes de pesquisa do HP Labs na Indigo. "Alguns de nós agora conhecem profundamente as prensas."

"Falamos a mesma língua e isso não significa que é o hebraico", acrescenta o pesquisador Mani Fischer. "Entendemos como as coisas acontecem, como as prensas funcionam e como podemos ajudar um ao outro."

O grupo de algoritmos

A proximidade funcionou. A equipe de Shaked contribuiu com tecnologias que tornaram mais fácil para os operadores de prensas monitorar e examinar trabalhos em andamento e imprimir páginas mais consistentes. O grupo também proporcionou recursos que oferecem aos clientes a flexibilidade de equilibrar velocidade de impressão e qualidade de imagem para obtenção de resultados melhores.

A equipe liderada por Carl Staelin, um dos principais cientistas pesquisadores do HP Labs em Israel, desenvolveu um método mais econômico e eficiente para medir a consistência de cores e melhorar a qualidade de impressão.

"Os engenheiros da Indigo levantavam problemas para os quais pensavam que poderíamos ajudar a resolver e as pessoas em nosso grupo tentavam fazer o máximo que podiam", afirma ele.

Pinni Perlmutter, superintendente de tecnologia da Divisão Indigo da HP, acrescenta: "Sentimos que eles são parte de nós. Nós os vemos como nosso grupo de algoritmos. Se precisarmos de algum algoritmo sofisticado e avançado para solucionar qualquer problema, essas pessoas são nossa primeira opção."

A loja de impressão da HP

Alguma vezes, não há substituto para o trabalho de sujar as mãos. Depois que a HP adquiriu a Indigo N.V. em 2002, o HP Labs estabeleceu sua própria loja de impressão para oferecer aos pesquisadores a oportunidade de fazer experimentos com o trabalho das prensas Indigo. A loja abriga atualmente quatro prensas, incluindo a HP Indigo Press 5000, e é administrada por dois técnicos treinados que coletam dados, auxiliam na análise destes e ajudam a configurar e executar os experimentos.

Esses experimentos exigem um controle incrível, porque cada componente de prensa está inter-relacionado, explica Paul Matheson, técnico eletrônico de pré-impressão (pré-impressão é a parte da impressão que trata da preparação de arquivos) que se juntou ao HP Labs em 2002.

"É um problema multidisciplinar que envolve processos elétricos, físicos, químicos e mecânicos. Se um for alterado, isso afetará todos os outros", afirma ele. "Se alguém tiver que pesquisar a manta da prensa, é necessário considerar o papel, a temperatura da tinta, os materiais que compõem a manta, os produtos químicos da tinta, tudo."

A ciência da cor ótima

Quando o assunto é impressão colorida, Gary Dispoto não gosta de surpresas. Ele quer que os clientes obtenham os resultados que esperam e deseja que a cor "simplesmente funcione". Ele e sua equipe no HP Labs dedicaram os últimos dois anos tentando garantir que isso aconteça com as prensas HP Indigo.

Todos nós já tivemos a experiência de ver cores nas telas de computador que não aparecem nos impressos; ou ver que as cores diferem de uma impressora para outra. Isso ocorre porque os dispositivos diferem na variedade de cores que podem reproduzir.

Dispoto e sua equipe tornaram o gerenciamento de cores mais previsível trabalhando com o ICC (International Color Consortium - Consórcio Internacional de Cores) para estabelecer e melhorar os padrões de comunicação e transformação de cores. Os perfis de cor contêm as informações necessárias para que cores capturadas em um dispositivo possam ser reproduzidas satisfatoriamente em outros.

"Temos trabalhado bastante nessa área porque estamos tentando obter a melhor impressão possível", explica Dispoto.

Pensamento semelhante levou ao desenvolvimento do padrão CMYK (Ciano, Magenta, Amarelo e Preto) Plus, uma tecnologia de renderização que faz com que as cores sejam exibidas de forma consistente em dispositivos HP de impressão diferentes, ao mesmo tempo que utiliza a capacidade total de cores de cada dispositivo.

Com o CMYK Plus, os usuários obtêm as cores intensas e ricas que esperam de sua impressora ao mesmo tempo que conseguem resultados consistentes não importa qual impressora HP utilizem, explica Dispoto, cuja equipe contribuiu com a tecnologia.

Na HP Indigo Press, o CMYK Plus adapta a iluminação e maximiza a saturação de cores para obter o melhor resultado possível da variedade de cores que a impressora pode reproduzir.

Tudo digital

Ao tornar o gerenciamento de cores mais previsível, os pesquisadores esperam ajudar a transformar a impressão comercial em um negócio baseado na Web. No passado, o artista gráfico que trabalhava com a capa de uma revista teria a prova feita e a levaria fisicamente até a loja de impressão, onde um operador de prensa ajustaria o equipamento até que o impresso correspondesse à prova do artista.

"Quando os trabalhos de impressão eram de grande volume, ou seja, com milhares de impressos, valia a pena para o artista gráfico carregar na mão os documentos e para o operador da prensa gastar muito tempo fazendo os ajustes", afirma Dispoto. "Hoje em dia, o marketing colateral está se tornando mais personalizado e a impressão de pequeno volume é mais comum. Não é possível ter alguém girando freneticamente botões na prensa. O equipamento tem que trabalhar de forma mais automática do que fazia antes."

Em vez disso, o artista gráfico deve ser capaz de criar o projeto, obter a prova em sua própria HP DesignJet, enviá-la por correio eletrônico para a impressora - e ter a garantia de que o produto final corresponderá à prova. O sistema de gerenciamento de cores ICC possui agora esse tipo de capacidade, graças à liderança proporcionada pelos pesquisadores da HP.

O que há pela frente

Nos primórdios do envolvimento da HP com a Indigo, Perlmutter relembra como os engenheiros gastavam um tempo enorme juntos imaginando qual direção desejavam que a tecnologia tomasse.

"Olhávamos para as áreas que desejávamos melhorar", afirma ele. "Falávamos sobre como nossa 'máquina dos sonhos' deveria parecer."

Eles ainda estão trabalhando para obter essa máquina dos sonhos. Somente agora, em vez de um grupo de engenheiros em uma pequena sala de conferências, há uma comunidade técnica inteira na HP (em Haifa e Rehovot; e em Boise, San Diego e Palo Alto) pensando e trabalhando diariamente para projetar um sistema de impressão comercial digital que não somente supere todas as outras prensas digitais, mas também supere a impressão offset.

"Ainda não chegamos exatamente lá", afirma Hanson. "Mas acreditamos que poderemos atingir nossos objetivos."
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